terça-feira, 30 de julho de 2013

seguindo intuições

Do Pinterest. @Enrhedando Yolanda 

quis e o universo conspirou.

ou talvez ele tenha conspirado e ai eu quis.

o fato é: estou aprendendo a costurar. e não imaginei que teria tanta intimidade com as máquinas.

apaixonada pelas linhas, pelos tecidos e pelo movimento da agulha.

coração cheio. obrigada, universo.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

a maternidade, a vida e a morte

Hoje lembrei do parto do Benjamin mais uma vez. De como era pegar no colo aquele serzinho minúsculo de uma força que não cabia nele. 

De conhecer a vida através da morte.

Para ele nascer muita coisa em mim teve de morrer.

Para que ele cresça em tamanho e sabedoria outras tantas morrem diariamente. Agora em nós dois...

Ser mãe traz a morte diariamente. Morre a cada dia a necessidade que ele tem de mim...nasce a cada dia as descobertas dele. As minhas também.

Talvez a dificuldade que tenho em ser mãe seja a de saber deixar morrer o que precisa ir. Soltar, desapegar...

Metade de mim se agarra enquanto a outra se esquiva.

Talvez o segredo de tudo seja simplesmente deixar morrer para que o novo venha, nasça.

Soltar, deixar fluir...

Eu sou um rio de sangue que desemboca no mar de Iemanjá.

terça-feira, 23 de julho de 2013

represando um rio

quando o rio deixa de fluir para onde se deve olhar?

quer perguntas devem ser feitas?

quais pedras eu não estou sabendo contornar?

que apegos não me deixam mais fluir?

fecho os olhos e respiro fundo. lembro que vou voltar a fluir quando tiver de ser.

confio. aceito. até os rios têm de saber esperar.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

saudade de mim

no meu peito uma saudade que grita.

ela já sussurrou. já me chamou com calma, com paciência.

hoje grita, esperneia. já a fiz esperar tanto por mim. ela me quer, precisa de mim.

ah, que saudade de mim. do silêncio dos meus pensamentos.
de escrever sem pressa. de ler um livro em um dia, mal parando para comer.

que delícia olhar fundo no olho dessa saudade e dizer: "ok, eu te aceito. vem!"

tudo bem ter saudade. tudo bem sentir falta. o amor pelo meu filho não diminui porque eu quero meu próprio espaço. nem é tanto precisar ficar longe dele, mas é muito precisar ficar só comigo.

reconhecer e aceitar a saudade ajuda tanto. assumir meus sentimentos facilita, só assim eles podem fluir.

fluir é uma palavra tão bonita. ainda me sinto um rio.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Liberdade

hoje me sinto um rio.
eu fluo e deixo ir embora o que não deve ficar.

minhas águas são o presente, o agora.
deixo para trás o que já passou e faço o possível para não idealizar as próximas gotas.

senti meus medos e dores sem fugir, sem vergonha encarei cada um, olhei fixamente, observei como meu corpo e minha mente reagia a cada. e eles vieram como uma onda, os vi passar sem pressa, me entreguei a eles. e eles se foram.

como as contrações do parto, foi mais fácil sentir cada dificuldade.
me soltei, me acalmei e confiei. a onda passa e vai tudo ficar bem.

e assim vi cada onda ser entregue ao mar. lá nós braços de Iemanjá.

hoje tentei lembrar e vi que se apagou, sem remorso, sem rancor...
se foi e me sinto livre como nunca me senti.

li
ber
da
de

com muitos espaços para respirar. livre.